
Brasil entrou no radar do ransomware mundial.
Em junho de 2026, o Brasil registrou 23 ataques de ransomware confirmados em um único mês. Como resultado, o país em 3º lugar no ranking mundial, atrás apenas de Estados Unidos (199 casos) e Alemanha (49). Os dados são do Ransomware.live e foram publicados pelo TI Inside. Para quem administra a segurança de PMEs brasileiras, o número importa menos do que a consequência direta. Na prática, os clientes da sua carteira agora estão no radar
Neste artigo, você entende por que o Brasil se tornou alvo prioritário, o que mudou nas táticas de ataque em 2026 e como estruturar uma proteção em três camadas com o Acronis Cyber Protect Cloud.
O marco de junho: o Brasil entra no mapa do ransomware mundial
Até pouco tempo atrás, o Brasil não figurava entre os alvos prioritários de ransomware. Isso mudou. E não foi um pico isolado. Organizações brasileiras já enfrentavam uma média de 3.736 ataques cibernéticos por semana em fevereiro de 2026, crescimento de 37% em relação ao ano anterior (Check Point Research, 2026). A América Latina como um todo virou a região mais atacada do mundo no período, com 3.123 ataques semanais por organização, e o Brasil na liderança regional.
O impacto financeiro acompanha esse volume. O custo médio de uma violação de dados no país chegou a R$ 7,19 milhões (IBM Cost of Data Breach, 2025). E a recuperação de um ataque de ransomware não sai barata em nenhum lugar do mundo: o custo médio global de recuperação foi de US$ 1,53 milhão em 2025, e o custo médio de remediação, sem contar eventual resgate pago, chegou a US$ 1,84 milhão (Sophos State of Ransomware, 2025). Varejistas atingidos podem perder entre 7% e 24% da receita anual, dependendo do porte e do tempo de recuperação (Viva Security, 2026). Cada um desses números vira, na prática, uma conversa difícil entre você e o cliente sobre por que a proteção que estava em vigor não foi suficiente.
A extorsão por ransomware que ninguém percebe
As táticas de ataque também mudaram. Segundo o Red Report 2026 (Picus Security), o uso de criptografia como forma de ataque caiu 38% em um ano: os grupos passaram a preferir roubar os dados e ameaçar publicá-los, sem criptografar nada. Assim o sistema do cliente continua funcionando normalmente enquanto os dados já foram exfiltrados: não há tela vermelha, não há arquivo de resgate, só uma cobrança que chega dias depois. Se o seu monitoramento está calibrado para detectar criptografia em massa, esse tipo de ataque passa direto.
O vetor que ninguém fecha: RDP e RDWeb sem MFA
Os grupos de ransomware continuam entrando pela porta mais simples: acesso remoto mal configurado. RDP e RDWeb expostos na internet, sem autenticação multifator, seguem como o caminho preferido: 23,49% dos malwares analisados no Red Report 2026 tentam extrair credenciais de password stores, porque a credencial roubada já abre o acesso remoto, sem precisar de exploit algum.
PMEs geridas por MSP são alvos naturais nesse cenário: mantêm RDP ativo por necessidade operacional, quase sempre sem MFA e raramente com monitoramento de comportamento de acesso. Essa configuração é responsabilidade sua, não do cliente, e é justamente aí que os grupos mais ativos do momento estão entrando.
O MSP como escudo em três camadas
Antivírus isolado não detecta exfiltração silenciosa. Backup sem integração com detecção não sabe distinguir uma versão limpa de uma comprometida. A proteção só funciona quando essas peças conversam entre si, e o MSP é quem está posicionado para entregar isso a uma PME que, sozinha, nunca vai montar essa estrutura.
O framework Antes-Durante-Depois, com o Acronis Cyber Protect Cloud como backbone, transforma esse conceito em operação:
Antes: MFA e ZTNA em todos os acessos remotos (RDP, RDWeb, VPN); monitoramento de credenciais comprometidas na dark web antes que virem porta de entrada; treinamento de usuários contra phishing e engenharia social. O Acronis Cyber Protect Cloud centraliza esse monitoramento no mesmo painel do backup e do EDR, fechando o gap entre equipes e ferramentas que normalmente trabalham separadas.
Durante: o EDR nativo identifica comportamentos anômalos e detecta exfiltração de dados antes que a extorsão comece, mesmo sem criptografia envolvida. Alertas em tempo real permitem isolar o endpoint antes que o incidente se espalhe pelo restante da rede do cliente.
Depois: o backup integrado à detecção garante que as versões salvas são anteriores ao comprometimento, com recuperação em minutos para qualquer ponto limpo. Mesmo em ataques de extorsão sem criptografia, o backup preserva as versões originais dos dados antes da exfiltração, a garantia que sustenta a palavra “recuperação” quando o cliente pergunta se está protegido.
Como habilitar essa proteção hoje
Para parceiros Webplus, o Acronis Cyber Protect Cloud está disponível em modelo multi-tenant: um console único para gerenciar todos os clientes, cobrança por uso e margem de revenda competitiva.
Em resumo, o Brasil acabou de subir para o 3º lugar no ranking mundial de ransomware. Seus clientes PME precisam de proteção em camadas antes do próximo incidente, não depois. Fale com o time da Webplus: ligue 4003-9455 ou fale com o nosso time.